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Crenças que motivam e que paralisam. Faça a sua escolha!


Para a Programação Neurolinguística nós não percebemos o mundo e os estímulos que nos rodeiam de uma maneira direta.  Sempre "filtramos" o que registramos de alguma situação, admitindo alguns aspectos e omitindo, generalizando ou distorcendo outros. Os significados que atribuímos às situações também variam de pessoa para pessoa. Tudo o que percebemos (visão, audição, tato, paladar, olfato) passa indiretamente por esse processo de filtragem, onde é interpretado pelo nosso sistema. As crenças são um exemplo desses filtros, importantes nesse processo de seleção. São, em grande parte, inconscientes, mas funcionam como um resultado do significado associado aos fatos.

Ao nascermos, somos “moldados” por diversos estímulos externos e, assim, formamos nossas verdades e crenças. Nossos pais, familiares, professores, colegas e até desenhos animados ou músicas nos envolvem, formando fatos em que acreditamos ou não. E sempre que há uma emoção, ela é registrada pelo sistema, automaticamente - muitas vezes tornando-se uma crença (limitante ou possibilitadora). O que também chamamos de imprint, gerando comportamentos específicos.

Nossos pais, particularmente, embora tenham suas intenções positivas, desempenham um papel importante no processo de construção de crenças limitantes. Um dos motivos é porque nos ensinam suas próprias crenças limitantes e também porque, muitas vezes, utilizam o medo como recurso didático.

As crenças são os argumentos que usamos para darmos sentido ao mundo. Elas nos motivam ou nos paralisam.  Mudamos de ideia, trocamos de roupa, mudamos de casa, de escola, criamos novas amizades e desfizemos outras, trocamos de carro, escolhemos o que comer. A todo instante nossas crenças se formam, se fortalecem, se transformam, se ressignificam. Precisamos tomar consciência disso e buscarmos, assim, a evolução.

Existem diversos tipos de crenças: de identidade, de valores, visão, de comportamentos, de capacidades. Nenhuma crença é ruim ou boa; precisamos avaliar de forma dissociada o que, de fato, nos leva a crescer e o que nos mobiliza.

Para cada crença existe um valor que nos permite agir de determinada forma ou então deixar de agir. Flexibilidade é a palavra que deve reger esse tema. Trazermos para a consciência as crenças que nos limitam já é um grande passo, mas é preciso agir com flexibilidade para obtermos os recursos necessários e transformarmos essas crenças em verdadeiros motores, que irão nos locomover.
As crenças surgem e se estruturam geralmente na primeira infância e se estabelece até cerca dos sete anos. Acontecimentos posteriores podem modificá-las; mas, algumas delas continuam vivas e presentes dentro de nós com a mesma emoção e significado do momento de sua formação. Exemplos comuns disso são o medo de falar em público ou pensamentos do tipo: eu não mereço ser feliz; eu sou desorganizado; eu sou irresponsável; eu não confio nas pessoas; eu tenho medo de aranha; minha família não me ama; sou burro.  

A partir dos estímulos externos, as crenças podem ser formadas de dois modos: através de uma única experiência, (onde a emoção seja bastante intensa), ou pela soma de experiências onde existe o mesmo significado. A PNL trabalha essas crenças limitantes de diversas formas; uma das técnicas mais eficazes é justamente acessar a experiência inicial (a origem da crença, em que a emoção surgiu pela primeira vez) e promover modificações nestes aprendizados, através de recursos e ressignificações que podemos atribuir.

As crenças limitantes podem ser bastante nocivas à nossa vida. E, por serem inconscientes em sua maioria, controlam pensamentos e comportamentos, promovendo uma inércia em nossas vidas. Na Teoria da Liderança de Anna Rowley, ela afirma: "Você quer que suas crenças mudem. É a prova de que você está mantendo os olhos abertos, vivendo plenamente e aceitando tudo o que o mundo e as pessoas ao seu redor podem lhe ensinar."

A PNL acredita que possuímos todos os recursos que precisamos para efetuar as mudanças que queremos. A sabotagem existe nesse processo, é preciso driblá-la, encontrando alternativas para enxergar as crenças de outros pontos de vista. Importante considerar também que a mudança deve promover certa congruência consigo e com os outros, para então traçarmos as estratégias necessárias.

“Eles podem porque pensam que podem” – Virgílio.


  • Publicado em 25/02/2014

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